Acredito que uma fotografia bem feita tem o poder de enlaçar um universo muito próximo a nós e que nos passa despercebido. A cada imagem estou mais próximo de conhecer o mundo em que vivo, e tenho mais ferramentas para protegê-lo. Enraizado, escolhi aprender com as plantas sobre a sua sobrevivência; elas escolhem ver, sentir e pensar literalmente com o corpo inteiro. Com alma e lentamente, elas se movem apenas na direção correta. Elas dispensam a própria individualidade: cada uma delas compostas por vários indivíduos. Elas são a própria ruptura epistemológica viva frente ao colapso do mundo. Cada paisagem do cerrado, da caatinga e da mata atlântica, são imagens e pessoas que carrego comigo, onde quer que ele vá. As fotografias macro são impressas em canva museu 385g/m², e editadas a mão especialmente para este fim.


PAISAGENS
COMO SUJEITOS NA FOTOGRAFIA
As fotografias desta coleção foram expostas uma única vez na Galeria Canizares, na Escola de Belas Artes da UFBA, em exposição com o título “Paisagens como Sujeitos na Fotografia”, em 30 de abril de 2024. Foram impressas em Canva museu 385g/mg, e compreendem parte da série “Paisagens como Pessoas”. As fotos foram realizadas em expedições pela Chapada DIamantina, no interior da Bahia. Foram todas impressas com pigmento mineral e estão emolduradas com canaleta preta, em dois tamanhos distintos em de apresentação: 3 fotografias 60×90 cm; 3 fotografias 40×60 cm.

Formado em Sociologia da Arte e Antropologia Visual (respectivamente, graduação e mestrado pela UFBA), trabalhou como retratista em estúdio próprio na cidade de Salvador por seis anos. Ingressou no doutorado em artes visuais em agosto de 2023, no programa de processos criativos, trabalhando com fotografia macro de plantas na Bahia. Seu interesse de pesquisa mobiliza as relações entre arte e ciência (em especial, a antropologia, a física óptica e a botânica), atravessadas pelo processo criativo na fotografia em sentido expandido. A preferência pela fotografia macro se impõe como estilo no exercício de apresentar novas espécies de plantas a artistas, cientistas, agricultores e guias da região, e assim motivar o diálogo entre eles sobre os seus vários nomes populares; revelando a importância do exercício poético para a divulgação científica e sua capacidade de impactar na real preservação dos biomas baianos.
